Todo dia, o tempo todo, somos bombardeados com notícias sobre os novos domínios. Novos lançamentos, grandes investimentos, estatísticas impressionantes… E vamos ser honestos: todos nós que trabalhamos com registro de domínios queremos que as enormes expectativas se confirmem. Mas é hora de encarar a realidade. Até agora, os novos domínios não passaram de um grande blefe. Os novos domínios (extensões como .club, .web ou .hotel) tinham a missão de transformar para sempre a forma como pensamos nos endereços de internet. Não paramos de ler sobre investimentos bilionários e números de crescimento expressivos. A questão está justamente nesses números.
O número de novos domínios efetivamente registrados está muito abaixo das expectativas. Atualmente, existem cerca de 4 milhões de domínios registrados nas mais de 400 novas extensões lançadas. Uma parcela significativa foi distribuída gratuitamente sem que os usuários sequer tivessem solicitado (como aconteceu com os domínios .xyz). Comparado com os mais de 115 milhões de domínios .com registrados, o volume das novas extensões ainda é praticamente irrelevante. Os motivos desse arranque fraco são vários. O principal parece ser que a ICANN e os demais envolvidos no processo esqueceram um fator essencial: uma nova extensão precisa conquistar reconhecimento antes que os usuários comecem a confiar nela.
Domínios em que confiar
Faz muitos anos que usamos extensões como .com, .es ou .cl, e essa familiaridade faz com que instintivamente confiemos mais em domínios com essas terminações. O surgimento repentino de tantas opções novas em tão pouco tempo confunde os usuários e dilui o impacto das ações de comunicação e divulgação. Tem informação demais para absorver de uma vez. Por isso, a maioria dos usuários ainda demonstra certa resistência na hora de registrar esse tipo de domínio. O desafio dos novos domínios é se tornarem marcas reconhecidas. Só isso — e nada mais — permitirá que seu mercado cresça gradualmente. E será apenas quando uma nova extensão sair das telas e aparecer em fachadas de loja, panfletos ou revistas que saberemos que ela veio para ficar. Foto: Bubble Mathematics por Tim