Qual tipo de domínio é o melhor para você? Escolher o domínio certo facilita que as pessoas te encontrem e se lembrem de você. Existem várias classes e categorias de nomes de domínio, e entendê-las pode ajudar a encontrar o domínio ideal para o seu projeto na web.
Os domínios se dividem em vários tipos com base em diferentes critérios:
- Classes de domínios por significado
- Classes de domínios por tipo de extensão ou área geográfica
- Classes de domínios por estrutura
- Domínios de primeiro nível
- Domínios de segundo nível
- Subdomínios
- Categorias especiais de domínios
Classes de domínios por significado
Na hora de escolher um nome de domínio, essa é provavelmente uma das categorias mais importantes. O tipo de domínio escolhido determinará em grande medida a direção que você tomará no desenvolvimento do seu projeto. Com base no significado, os domínios se agrupam em quatro classes:
- Domínios descritivos
- Domínios inventados ou de marca
- Siglas ou acrônimos
- Nomes próprios
Domínios descritivos
Como o nome sugere, esse tipo de domínio “descreve” o tema do site usando palavras e expressões de uso comum. Exemplos incluem “hoteis.com”, “aluguelescritorio.com” ou até mesmo “registros.com”.
Esses domínios têm a vantagem de serem muito fáceis de lembrar e podem ajudar a atrair visitantes mais rapidamente, melhorando a visibilidade nos mecanismos de busca, seja por meio de posicionamento orgânico ou de publicidade paga.
Além disso, por serem formados por palavras conhecidas, o domínio transmite familiaridade, o que automaticamente confere a ele certo grau de credibilidade — que pode ser reforçado ou destruído dependendo da experiência que o seu site oferece ao usuário.
Os domínios descritivos também costumam ser chamados de “domínios genéricos” ou “domínios de palavra-chave”. No entanto, a expressão “domínios genéricos” pode gerar confusão, pois o mesmo termo é usado para descrever um tipo de extensão de domínio.
Domínios inventados ou de marca
Esse tipo de domínio é formado por palavras inventadas (como “Sony”, “Nintendo” ou “Microsoft”). Também são considerados domínios de marca aqueles que utilizam uma palavra real para se referir a um produto ou serviço sem relação direta com o significado dessa palavra. Exemplos incluem Apple.com, Amazon.com, Clarin.com.ar e LaNacion.cl.
A principal vantagem desse tipo de domínio é sua flexibilidade: ele permite construir uma identidade de marca definida desde o início, o que, a longo prazo, torna você mais reconhecível do que a maioria dos outros tipos de domínio (com a possível exceção dos nomes próprios).
Siglas
Esse tipo de domínio é formado pelas iniciais de um grupo de palavras. Exemplos conhecidos de siglas incluem: CBF (Confederação Brasileira de Futebol), CPF (Cadastro de Pessoa Física) e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
Os domínios baseados em siglas têm a grande vantagem de serem fáceis de lembrar e digitar, graças à brevidade. A principal desvantagem, porém, é que raramente estão disponíveis — uma determinada combinação de iniciais pode representar diversas empresas ou instituições.
Nomes próprios
Para projetos ou sites com forte caráter pessoal (como um blog pessoal ou o site de um artista), os domínios formados pelo nome da própria pessoa são quase sempre a melhor opção. Exemplos notáveis incluem neymar.com e cindycrawford.com.
Tipos de domínios por extensão ou área geográfica
Quando se fala em tipos de domínios, as referências mais comuns são a “gTLDs” e “ccTLDs”. Esses termos dizem respeito ao alcance geográfico da extensão de um domínio, também conhecida como “TLD” (Top Level Domain, ou domínio de primeiro nível). “.com”, “.ar”, “.mx” e “.cl” são exemplos de extensões.
gTLDs ou domínios genéricos
Os gTLDs foram os primeiros tipos de domínio a surgir. “gTLD” significa “Generic Top Level Domain” (domínio genérico de primeiro nível) e se refere a domínios criados para uso internacional — ou seja, pensados para serem registrados e utilizados por qualquer pessoa no mundo.
Os gTLDs mais populares são .com, .net e .org. Esses domínios, especialmente os domínios .com, são os mais conhecidos em todo o mundo. Por isso, sempre se recomenda registrar a versão “.com” do domínio desejado (quando disponível).
Além de sua popularidade, os gTLDs têm a vantagem de geralmente serem mais fáceis de gerenciar e registrar do que os ccTLDs ou domínios territoriais.
nTLDs ou novos domínios
nTLD (ou New Top Level Domain) é o termo para domínios genéricos (de uso internacional) introduzidos a partir de 2013, oferecendo novas alternativas aos usuários diante da crescente escassez de domínios .com disponíveis. Exemplos incluem: .vip, .online, .club, entre outros.
No total, mais de 1.000 novos domínios surgiram nos últimos anos, mas apenas alguns estão ganhando relevância suficiente. Entre os que parecem estar se consolidando estão .top, .club, .vip, .online e .shop, além de extensões ligadas a cidades ou regiões: .nyc (Nova York), .london (Londres) e .tokyo (Tóquio).
Domínios territoriais, nacionais ou ccTLDs
Os domínios territoriais, também conhecidos como ccTLDs (country-code Top Level Domains), são as extensões de domínio associadas a um país específico. Essas extensões têm sempre duas letras e foram criadas para oferecer a cada país um domínio próprio para seus cidadãos. Exemplos incluem .cl (Chile), .ar (Argentina), .mx (México), .es (Espanha) e assim por diante.
Ao contrário dos domínios genéricos, cada domínio territorial é gerenciado por uma entidade do país correspondente (por exemplo, NIC.AR na Argentina ou NIC Chile no Chile). Cada uma delas pode definir de forma independente os requisitos, procedimentos, preços e demais aspectos do registro daquele domínio de país.
Por isso, as condições e os preços de registro de domínios podem variar enormemente de um país para outro. Os domínios .AR na Argentina, por exemplo, exigem comprovação de residência local, documento de identidade e credenciais fiscais. Para registrar um .CL, basta ter endereço no Chile. No outro extremo, os domínios .MX podem ser registrados sem requisitos especiais.
Alguns domínios nasceram como extensões territoriais, mas tiveram seus direitos de gestão vendidos a empresas privadas que os comercializam como alternativas genéricas. É o caso dos domínios .CO (Colômbia), que se posicionam como alternativa ao .COM. De forma similar, os domínios .TV — associados à “televisão” — pertencem tecnicamente a Tuvalu, um pequeno país insular no Pacífico.
Domínios patrocinados ou sTLDs
Esse é o grupo menos conhecido desta categoria. Os domínios patrocinados são extensões destinadas ao uso por uma indústria ou grupo de interesse específico, supervisionadas por uma organização que representa essa comunidade. São domínios “especializados”, voltados para um tipo específico de empresa ou usuário e, por isso, possuem condições de registro muito restritivas.
Exemplos incluem: .aero (setor aeronáutico), .edu (instituições de ensino), .gov (Governo dos Estados Unidos) e .museum (museus).
Classes de domínios por estrutura
Essa classificação é provavelmente uma das menos relevantes para a maioria dos usuários. O termo “domínio” originalmente faz referência ao âmbito coberto por cada cadeia de caracteres que forma um nome de domínio, separadas por um ponto (”.”).
Nessa classificação, os domínios são agrupados por níveis e lidos da direita para a esquerda. Veja o exemplo do endereço www.registros.com:
- .com => Domínio de primeiro nível. Também conhecido como TLD (Top Level Domain).
- .registros => Domínio de segundo nível.
- www => Domínio de terceiro nível ou subdomínio.
A maioria das extensões é formada simplesmente por domínios de primeiro nível (.com, .net, .cl, .es). No entanto, alguns países optaram por criar extensões compostas por dois níveis (.com.ar, .net.ar, .com.mx, .com.br, .net.br, .com.es, .org.es). Esses são conhecidos como domínios de segundo nível.
A intenção das entidades responsáveis era geralmente reservar o domínio principal (.ar, .mx, .br) para usos mais restritos (como agências governamentais), ou oferecer aos cidadãos um maior número de opções na hora de escolher um nome de domínio.
Por fim, essa categoria também inclui os subdomínios, que funcionam como “pastas” dentro de um nome de domínio, usadas para configurar diferentes tipos de conteúdo ou serviços. O subdomínio mais comum é o “www”, mas outros exemplos frequentes são “ftp” (para transferência de arquivos) e “mail”. Os subdomínios são ilimitados e podem ser usados para oferecer diferentes tipos de informação ou serviços sob um mesmo domínio. Por exemplo, se registros.com quisesse criar uma seção especial de ofertas, ela poderia ser hospedada em ofertas.registros.com.
Categorias especiais de domínios
Além de todas as categorias apresentadas, vale mencionar dois tipos especiais: os domain hacks e os IDNs (Domínios Internacionalizados).
Domain hacks
Os domain hacks são domínios que usam a própria extensão para completar uma palavra ou nome. Por exemplo, é possível usar a extensão .do (República Dominicana) para criar o domínio “aiki.do”. Da mesma forma, digitar youtu.be (.be é a extensão nacional da Bélgica) leva ao YouTube.com, e o Google usa um domain hack no seu encurtador de URLs: goo.gl (.GL é o código territorial da Groenlândia).
Embora os domain hacks sejam criativos e inteligentes, apresentam um problema sério: os usuários tendem a memorizar a palavra completa como uma unidade. Isso significa que, após acessar aiki.do, a pessoa vai se lembrar de “aikido” e, ao tentar voltar ao site, muitas vezes tentará digitar “aikido.com” (ou a extensão mais popular em sua região).
Por esse motivo, os domain hacks são recomendados apenas para usos secundários — principalmente como redirecionamentos para o seu e-mail ou para o domínio principal do site.
Domínios internacionalizados ou IDNs
Por fim, existe outra categoria especial conhecida como “domínios internacionalizados”. Quando o sistema de nomes de domínio foi criado, ele foi pensado com uma mentalidade puramente anglófona. Como resultado, só era possível registrar domínios com caracteres existentes no inglês — letras acentuadas e caracteres como “ñ” não eram suportados.
Para corrigir essa limitação, anos depois surgiu o protocolo IDN, que permitia o uso de caracteres não latinos nos nomes de domínio. Isso abriu caminho para domínios como “padrão.com” ou “café.com”, além de domínios com caracteres de outros idiomas, como japonês ou árabe.
Assim como acontece com os domain hacks, não é aconselhável usar um domínio IDN como endereço principal. No mundo dos domínios, o peso do hábito é muito forte — com o tempo, nos acostumamos a usar domínios sem acentos ou caracteres especiais. Por isso, registrar “padrão.com” só faz sentido se você também tiver “padrao.com”, já que muitos usuários vão tentar essa variação para acessar o seu site.